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terça-feira, fevereiro 08, 2011

O que poderá ser mais paneleiro que ter um gato como animal de estimação?

Ter dois.
A noite ia já longa, avançando pela madrugada dentro como Renato Seabra pela zona testicular de Carlos Castro. José Manuel dirigia-se a seus aposentos para um merecido descanso depois de um longo turno no Hospital, onde doentes suavemente insanos decidiram jogar damas com excrementos frescos recolhidos de arrastadeiras várias, totalizando assim um pout-porri de merda com diferentes cheiros, consistências e cores.
O velhote da cama 345b, após reflectida introspecção, decidiu que a existência de fios ao seu redor não era, de todo, apropriada para uma vida hospitalar plena, pelo que puxou, arrancou e desligou tudo o que conseguiu até não restar nada mais que um cortinado preso agora por apenas 3 frágeis argolas. Entre os "fios" que arrancou e puxou, constavam uma linha central em veia profunda, uma algália de elevado calibre (grossa portanto. Daquelas que arranha só de olhar para ela e pensar que vai penetrar por um meato adentro. Completamente fora de contexto: uma vez que o hábito de ouvir conversas alheias está em mim enraizado, já por algumas vezes tive oportunidade de ouvir o termo "aRgália". Depois de arremessar um fósforo aceso para cima destas pessoas na eterna esperança que alguém as tenha regado previamente em gasolina, aumento o volume dos phones e imagino arco-íris e unicórnios para me distrair da dor), o que inevitavelmente fez com que esse mesmo senhor transformasse uma aparente cama de hospital normal numa piscina de hidromassagem do mais moderno. E com isto quero dizer que jazia afogado no seu próprio sangue. A parte da hidromassagem ficou a cargo dos impulsos nervosos que ainda lhe percorriam o corpo e faziam com que as suas pernas, ritmicamente perfeitas devo acrescentar, fossem tendo espasmos periódicos.
Isto e mais numa tarde, num turno das 16 às 0:30. Mas fujo do que me leva a escrever.
José acabara de estacionar o seu automóvel. O motor, obviamente ainda quente, contrastava com a noite que se fazia sentir, mais gélida a cada instante passado. A poucos metros de finalmente introduzir a chave na fechadura e poder deliciar-se com água quente com o mágico poder de retirar os males hospitalares entranhados no corpo, José repara numa pequena figura, não maior que uma garrafa de água (1,5L), recolhida sobre si mesma, num muro adjacente à casa do vizinho, por sua vez contígua à de José. Um gato. Um gato pequeno, assustado, visivelmente deslocado do seu habitat natural (gatinho de ter em casa, daqueles que o acto de visitar o quintal é uma aventura repleta de perigos e maravilhas). Para além de assustado, encontrava-se rodeado de arame farpado mais ferrugento que o abrir de pernas da Odete Santos. Arame farpado com origem militar, agora permanecido e rebaptizado como arame farpado universitário.
José, sendo a pessoa íntegra e de bons costumes que é, com uma educação exemplar, apesar de odiar a espécie felina, não poderia passar indiferente aos miados aflitos daquela sofredora criatura. Para além disso, José estava com a sua mais que tudo, e nunca é demais marcar pontos com as gajas.
Assim, escadote montado, luva de carregar lenha na mão (que o bicho podia saltar-me para cima todo assanhado e querer-me vazar a vista), iniciou-se então um processo gradual de aquisição de confiança, com muita festinha e conversa estúpida e pointless com o bicho em questão, sabendo de antemão que o mesmo não iria compreender (não sou uma solteirona de 45 anos).
Depois de afastar o arame farpado que ameaçava a integridade física do bicho, lá me deixou resgata-lo do muro, qual super-homem da bicharada, desci do escadote, vitorioso, enquanto o, vamos chamá-lo, Fifinho, cravava as suas unhas cada vez mais fundo na luva, que começava a revelar-se nada apropriada para o trabalho em questão.
Uma vez que o quintal de meus aposentos está separado do quintal do vizinho (a quem deduzi que pertenceria o animal, após minuciosa análise do terreno. Factos: O bicho estava imóvel num muro, sem nada para trás ou para a frente. Esse muro encontrava-se a uma distância de cerca de 4 metros da varanda anterior do vizinho. Esse vizinho é o mesmo que ouvi aí há uns tempos a praticar o bonito acto do coito, mas só entre homens, que me fez chorar durante 3 dias enquanto ouvir os melhores êxitos de Celine Dion. 2 + 2 ainda é 4 e como os panufas é que vão gostando de ter gatos como fieis companheiros, decidi devolver o bicho ao seu respectivo poiso) por um muro com cerca de 2,5 - 3 metros de altura, lá decidi que o bicho seria restituído a onde de direito.
Subi a uma armadilha de quedas presente no quintal, no dito muro (antigo canil, que homem que é homem, tem cães, e mais que um, que é mais macho) e qual o meu espanto quando constato que o quintal do vizinho é mais profundo que o meu. O que para mim são 2,5 - 3 metros, para o vizinho é o muro de berlim, sem as óbvias complicações. E, num raro acesso de capacidade cognitiva, pus-me a pensar "os gatos aterram sempre de patas, mas esta merda é alta e aquele gato em Caminha que aterrou todo junto de espinhaço depois de ter sido posto à prova e chumbado é mais que exemplo para a coisa não ser feita assim que ainda hoje lá está a marca." E lá me deitei em cima da armadilha, esticando ao máximo o braço para que o coitadinho do filha da puta do gato, que já me arrancava bocados de pele por esta altura, tivesse uma aterragem tranquila e não magoasse as almofadas nas patinhas. Do lado do meu quintal já só se encontravam as pernas. Abdómen, tronco e braços violavam a santidade da propriedade privada do vizinho. Lá consegui chegar a um meio termo e o gatinho aterrou, são e salvo.
Imediatamente após esta aterragem de sucesso, vindo do nada, com a maior das tranquilidades e estilo emanando na minha direcção um arrogante"sou da casa, quem és tu palhaço?" aparece-me um outro gato, todo branco, figura imponente, bem cuidado, soltando apenas um "miau" como que "bem vindo a casa fifinho".

O que poderá ser mais paneleiro que ter um gato como animal de estimação?
Ter dois.

sábado, abril 17, 2010

Arte de roubar...tempo precioso a uma pessoa.

A ver pedaços do "arte de roubar" no tv cine...escorrem-me lágrimas pela face, derivado do degredo do cinema português e do seu esforço ridículo, irritante e infrutífero em se internacionalizar...Nicolau Breyner, Aldo lima, a Soraiazinha e outros que tais a zurrarem algo que se assemelha a um Americano do Sul do País com síndrome de Down, trabalhador numa feira ambulante e com 234 filhos em casa de 3 primas e 2 meias-irmãs.
Qual é a imagem que isto passa para o suposto mercado consumidor deste pedacinho de merda cinematográfica?
Façam comigo este exercício prático e totalmente lógico:
É-vos apresentado um filme inteiramente made nas terras do tio Sam, em que as matriculas dos carros são USA, o nome das ruas, os cartazes dos bares, os frigoríficos de cervejas, as cervejas, os placards das ruas, tudo, TUDO, made in USA, logo, em Americano. MAS, todas as personagens arranham um Português primitivo já só encontrado nas ex-colónias profundas. Ah, esqueço-me, tinham todos nomes tipicamente Americanos...
Voltando ao filme Arte de Roubar, numa clara e evidente cópia (mesmo que lhe chamem homenagem), o filme divide-se em capítulos e, lá está, apresentam-se todos em Português de Portugal, num filme todo ele falado em "Inglês".
É isto que é arte de roubar, uma tentativa merdosa e foleira de ser algo que nunca poderá ser, Qualidade.
Foda-se cinema Português, Foda-se Leonel Vieira, Foda-se produtores que financiaram este vómito fecalóide. Para a próxima entretenham-se a testar os limites do esfincter anal de cada um.
Obrigado.

sábado, agosto 16, 2008

Falas Zlango?

Então por favor, pesquisa no google a localização do edifício mais alto da tua zona e dirige-te de elevador até ao andar superior. Procura uma varanda e enquanto abraças a atmosfera e o solo se aproxima vertiginosamente pensa só: "Foda-se, que anormal que sou.."
Mas que merda é esta do Zlango? O anúncio televisivo sempre me fez um pouco de confusão mental, porque motivo apresentam duas pessoas a soltar ícones da cavidade oral, e tudo se passa em Rewind? Qual é o objectivo disto? Terá alguma lógica? Será que até os génios criativos por trás deste anúncio pensaram: "esta merda é mesmo um retrocesso na comunicação, vamos pôr o vídeo em rewind.."
Já o acto de ter conversações por ícones é suficientemente retardado, mas transmitirem o anúncio em rewind? Não há piada aqui, é mesmo idiota este anúncio! Aqui fica:





Pessoalmente, quando estou no messenger e um dos meus amigos/as virtuais entra em conversação comigo em que todas as palavras possuem um ícone dedicado (que, no fundo, é isto que é o zlango, apenas passa a ser também por sms no telemóvel), a minha mente foge para um local onde lhes estou a puxar fogo à casa enquanto eles estão lá dentro, com a família, cães, gatos e periquitos de estimação atados a uma cadeira de madeira..depois retorno à realidade e fecho a janela de conversação, bloqueio a pessoa e inscrevo-a em todas as mailing lists possíveis e impossíveis que me ocorrerem. Sim, até a newsletter do Castelo Branco...

Já agora, falas zlango? E português? Sabes algum? oUh ÈxH dAqkElEx K jÁh XóH ConXeGe ExCrEvERe AxxImH? Não consigo perceber estas empresas de merda que só lançam programas que fazem com que as crianças (e não só, já vi casos de 20 e muitos anos que me fazem doer o espírito) se estejam a cagar para o Português correcto. Quem é que vai ter colhões de fazer um programa que não permita o envio de mensagens mal escritas e mal construídas e automaticamente envia os dados para uma base interligada ao sistema escolar, nomeadamente à disciplina de Português? E quem nunca andou na escola também não merece ter um telemóvel, se não andou na escola é porque a) é do campo e trabalha na horta, sem necessidade para telemovel; b) não teve condições económicas para ir à escola, logo, não deverá ter para pagar um telemóvel e finalmente c) desistiu da escola.


Se já tiver terminado o tempo de escolaridade e mesmo assim não souber escrever correctamente, é procurar um prédio alto...

quarta-feira, julho 16, 2008

Mas onde é que anda a lógica???



Chego a interrogar-me se até este mentecapto daria abébias a parasitas semelhantes lá nos bons velhos Estados Unidos da América.
Esta situação começa a tomar medidas totalmente ridículas e que nos levam mesmo a pensar nos governantes que temos e no poder das chamadas minorias étnicas. Mas quem é que esta gente pensa que é para exigir seja o que for?
Extractos de jornais online:

"várias famílias ciganas juntaram-se às que já haviam abandonado o bairro. "Estava assinalado um número, daí que tenha existido, talvez, um aproveitamento deste conflito, de modo a exigir uma habitação" Portanto, das 20 famílias esperadas, apareceram 57...

"A manhã começou bem cedo, com protestos dos desalojados pela existência de somente uma casa de banho, para cerca de 200 pessoas, e por terem dormido no chão. Os elementos da comunidade cigana acusavam ainda os serviços municipais de nada lhe terem dado para comer" Abandonam as casas (OFERECIDAS há cerca de 10 anos) e ainda exigem colchõezinhos no chão e refeições por parte do município! Foda-se!

"Elementos da comunidade cigana queixaram-se de apenas terem comido na noite de segunda-feira e que as crianças "nem sequer têm leite para beber" Vão comprá-lo!!! Não têm dinheiro para leite mas têm dinheiro para Mercedes topo de gama e plasmas em casa?

E é este o governo que temos! Aceita negociações (WTF???) por medo de ser acusado de racismo e discriminação.
Pergunto eu, quem é que está a ser descriminado aqui? As pessoas que têm créditos para pagar, que não têm benefícios fiscais, que não têm subsídios especiais, que pagam rendas altíssimas, que descontam do seu ordenado, para o qual trabalham durante um mês inteiro, que não sabem como vão ter dinheiro para um filho estudar...ou esta escumalha (que não tem outro nome), que a tudo se assemelha a um parasita, não contribuindo em nada para o desenvolvimento desta merda de País (vá, as velhas até gostam, tirando o mercado onde é que vão encontrar aquelas roupas todas às flores e com padrões mesmo fofinhos?) e, no entanto, exigem condições...quem é que esta gente pensa que é? Onde é que vivemos? Este governo merece que eu desconte quase 300€ por mês? Esta escumalha governal merece contribuições autárquicas? Para isto? Estádios de futebol, Aeroportos e casas para ciganos? Anos e anos de incompetência estão agora a vir ao de cima, inserção social? Nunca houve! Não é simplesmente dizer "vá, tomem lá uma casa" e esperar que as coisas se resolvam por isso (haaaa, good old Portuguese way).
Temo que isto seja apenas o começo...afinal de contas não é o único bairro multi-étnico em Portugal, e certamente não é o único em que os moradores não se importam de fazer um up-scale residencial.


Já se notou a minha aversão para com os ciganos? É traumas de pequeno, era assaltado e levavam-me o dinheiro do Bolicao...isso fode completamente a cabeça a uma criança.

sexta-feira, julho 11, 2008

Herois do mar....

O que se diz lá fora sobre o nosso glorioso Portugal (agora que já não há futebol já interessa a mais pessoas):

DESARROLLO-PORTUGAL: Lejos de Europa
, Mario de Queiroz , LISBOA, 21 sep
(IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el "club de los ricos" del continente. Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.
La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales. A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del "grupo de los pobres" de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos. En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque.
"La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona", afirma la organización. En el sector privado, "los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas", afirma la OCDE. "La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental", señala el documento. Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos. Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados. En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.
¿Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más. Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones. También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas tienen los sueldos más altos. El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que "el mercado decide los salarios". Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta teoría.
"Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado", dijo. En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, "los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia", explicó Cravinho. Estos mismos grandes accionistas, "son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos", lamentó el ex ministro. La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años "está siendo pagada por las clases menos favorecidas", dijo.
Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados. El último es el de la crisis del sector automotriz. Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000 dólares. Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, tiene más autos Ferrari por metro cuadrado que Italia. Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos "están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo". Para muchos "es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión", dijo Felipe, aclarando que hay excepciones. "Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país", opinó.
La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa. Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones "obscenas" y "escandalosas", según el economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello. "En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno (conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin coherencia ideológica, sin visión de futuro", criticó Metello.
La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta de honestidad en la declaración de impuestos de los llamados profesionales liberales. Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararon ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólares), los arquitectos de 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares). Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, "le roban nueve a la comunidad", pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros. Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos "roban más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo", comentó con sarcasmo.
Si un país "permite que un profesional liberal con dos casas y dos automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad", sentenció.

sexta-feira, junho 13, 2008

No wc....10 coisas importantes



Vejo-me confrontado com relativa frequência na situação de fazer o meu xixi ou o meu cocó malandro num wc aberto ao público (logo, inevitavelmente, a pessoas com práticas higiénicas que desconheço e desconfio) e sinto-me na obrigação de partilhar algumas regras que fui elaborando ao longo dos anos e de experiências acumuladas do mundo dos sanitários públicos:

1 - escolher sempre um sanitário que, ou não tenha porta, ou que seja possível abrir com os pés (sentido duplo, portanto).
2 - no seguimento do número 1, nunca, mas nunca tocar numa porta com as mãos
3 - escolher o urinol mais afastado possível da entrada. No caso de alguém estar a utilizar um urinol, fazer os respectivos cálculos matemáticos para ficar no urinol mais distante desse sujeito (no sentido de evitar olhares curiosos). Se, por intervenção divina do Deus do Xixi, ocorrer uma situação em que muitos urinóis estão ocupados, centrar atenções nas sanitas.
4 - Ter um nível de cuidado suficiente para que o cinto ou calças ou qualquer parte do vestiário utilizado não toquem, ou raspem sequer, na porcelana do urinol. Caso aconteça, imediatamente lixo.
5 - Afastar os pés de modo a que circunscrevam um ângulo de 180º enquanto se utiliza o urinol
6 - No final, sacudir as vezes que acharem necessárias. Não há paneleirices de "mais de 4 sacudidelas já te estás a tocar..." e depois? quem são vocês para decidir o local ou hora especifica para eu me tocar? A minha vida sexual já é precária o suficiente para eu não aproveitar uma situação em que a mão já lá está!
7 - Relativamente às sanitas, ou tronos de porcelana como gosto de lhes chamar, muitas técnicas, esquemas, artimanhas e modos de agir há para o que se pode chamar o "cocó perfeito", aqui fica o conselho de alguém que se pode gabar de alguma experiência de vida no que toca ao assunto do cocó:
7.1 - Verificar sempre a quantidade de papel higiénico disponível em cada cubículo cagatório. Tentar possuir sempre um rolo completo. No que toca a merda, uma pessoa nunca sabe para o que vai...
7.2 - nunca escolher uma sanita com restos de merda ressequídos ou ainda a escorrer pela loiça...não se mistura dejectos pessoais com dejectos alheios
7.3 - fui, em tempos, ainda jovem inconsciente, um daqueles saudosos aventureiros que punha os pés em cima da loiça para efectuar a descarga excrementícia, sendo que o único contacto físico com a loiça em si era os ténis. Confesso que sempre gostei de fazer o cocó deste modo..até ao dia que vi uma imagem a circular na internet de uma rapariga que efectuava a evacuação deste mesmo modo, ligeiramente esventrada devido ao facto de a loiça se ter partido durante esse belo acto de libertação...abandonei de imediato esse modo de estar e adoptei o simples "cagar de pé", ou seja, flecte-se ligeiramente as pernas (e aqui realço a realização simultânea de exercício físico) e deixa-se sair tudo o que de mau temos dentro. De forma a completar esta posição, os cotovelos e a maior parte do antebraço deverão ser apoiados em toda a extensão da coxa.
7.4 - Não, não me esqueci, forrar SEMPRE a agua malvada que anseia diariamente pelo contacto com um qualquer esfincter anal relaxado ou glúteos cheios de pelo. Ou, naqueles dias mesmo bons, uma bochecha curiosa com o que se está a passar.
7.5 - Evitar ter roupa vestida acima da zona de descarga anal. A merda é quente, os vapores sobem, os vapores entranham-se na roupa...a roupa fica a cheirar a merda..queremos evitar isso..
7.6 - relativamente à limpeza, dobra uma vez e fora. Muito perigoso andar a tentar fazer origami com papeis cheios de merda.
7.7 - nunca, mas nunca, em situação alguma, utilizar o piaçaba para varrer os restos de cocó que tenham deixado como que a marcar território na loiça sanital. Na maior parte destes sítios existe limpeza de hora a hora, e trabalham com luvas.
8 - a lavagem das mãos, torna-se complicada apenas nos locais onde ainda é necessário tocar nas torneiras. É então exigido mais um esforço mental de modo a estimar o tempo disponível para, com apenas um toque na torneira, passar por água, ensaboar e passar por água novamente.
9 - Relativamente à secagem das mãos, utilizar o cotovelo para activar o utensílio que bufa calor, evitando assim contactos manuais no pós lavagem.
10 - Para finalizar, de novo a questão da porta. Tocar numa porta é garantir a presença de excrementos, urina e resquícios de sémen alheio nas mãos. O que fazer? Já fiquei 5 minutos (não parece muito, mas acreditem que é) à espera, até que alguém tivesse necessidades fisiológicas urgentes de modo a se deslocar a local próprio para as aliviar.
Espero que estes meus ensinamentos contribuam para melhores cocós espalhados por esse Portugal fora.

sábado, maio 31, 2008

Indiana Jones e o reino da caveira de cristal




Há uns dias, antes de ver um daqueles filmes que perpetua o estereótipo errado, que existe, algures, uma gaja belíssima, sensível, inteligente, sem namorado e com astronómicas probabilidades de se apaixonar por um gajo não no topo da sua forma física e que não seja nenhum Bradd Pitt ou um Giavenchynninni ou lá o que seja a nível de beleza, tive a oportunidade de ver novamente o trailer do novo Indiana Jones, o 4º da saga...e como já andava para escrever uma pequena opinião relativamente ao filme, aqui fica.
Primeiramente, não sou crítico de cinema. Esta é uma opinião pessoal, de alguém que gosta de cinema. Ponto final.
Confesso que não vejo os outros Indiana Jones faz tempo, lembro-me de haver cenas completamente impossíveis mas que um gajo via e até pensava "Foda-se, é o Indiana Jones! O homem pode tudo!" mas, há limites para tudo e o que se vê neste filme é um exagerar de tal maneira que o pensamento é alterado para algo do género: "Foda-se...esta merda é execrável...Ihhh, não acredito...quéstamerda??"
Compreendo perfeitamente que seja um filme de exageros, os 3 primeiros foram, a malta engoliu, calou e esperou pelo próximo filme. Mas a ponte entre este novo filme e os seus antecessores é que...não há ponte. Trata-se sim de puro gozo com quem vê o filme (vulgo espectadores, que pagam para assistir) por parte do Spielberg e do Lucas.
Presenteiam as pessoas com diarreia cinematográfica, disfarçada de bolo do mais puro e requintado chocolate suíço com cobertura de amoras colhidas à mão por raparigas virgens em idade fértil oriundas da Birmânia e posteriormente amadurecidas em barris de carvalho francês forrado a menta. Nem sei por onde começar...vou apenas comentar as cenas que me fizeram mais comichão generalizada e um ou outro espasmo anal...
O início, com os cães da pradaria ou o que era aquilo feitos a CGI (sim, porque usar bichos reais hoje em dia dá muito trabalho. Li pelas internets que usaram 7000 e tal cobras reais para um dos filmes anteriores da saga...mas pelos vistos dá muito trabalho treinar 4 bichos para este novo episódio...) ainda me fizeram pensar se não estaria num filme da Pixar ou merda que o valha.
Aprendemos com o filme que no caso de um atentado terrorista em que haja recurso a uma bomba nuclear, basta possuir um frigorífico! "Um frigorifico?" pergunta o ingénuo leitor...sim, desde que seja devidamente forrado a chumbo. Foi isto que Indy fez, a escassos segundos de detonar uma atomic, mete-se dentro de um frigorífico...a parte mais engraçada é quando, depois de voar pelos ares (sempre dentro do frigorífico) durante algumas dezenas/centenas de metros, e ao aterrar (despenhar-se), abre a porta como se não fosse nada com ele e sai de lá sem um arranhão...primeira cena que me fez pensar "Mauuu, cheira-me a esgoto..."

Os macacos! Novamente, todos feitinhos (e muito bem...upa, upa) a computador. Ao que parece naquela altura os macacos eram todos anti-comunistas ferrenhos. Tudo porque existe uma cena na qual o filho de Indy (Spolier?ohhhh) anda a baloiçar em Lianas (!!!!!!) muito ao género de Tarzan, e, durante aqueles longos e dolorosos (para mim, que quase soltei uma pinga de cocó tal não era o sofrimento abdominal que me causou) 3 minutos, consegue estabelecer uma relação de tal maneira profunda e significativa com os macacos que estes decidem atacar a carrinha dos "maus" e lá vão eles penhasco abaixo...

As lutas!! Sempre o ex-libris de qualquer filme de Indiana Jones, estiveram, neste capitulo, muito fraquinhas. Indy quase não se mexe e o chicote característico nem vê-lo. Está velho e cansado e é apenas natural que as lutas passem para a descendência, o piqueno "Mutt".
O que me faz confusão é que as cenas de luta são todas muito, muito más, mais a puxar para a comédia do que para a parte física propriamente dita. Chega-se ao ridículo de, numa cena em que existem dois veículos (1 bom e 1 mau) "Mutt" viajar num, em que, na sua extremidade possui uma metralhadora potente o suficiente para foder o outro mais rápido do que colocar uma algália a Indy (porque a próstata já lhe começa a pregar partidas) e mesmo assim esperar que o outro veículo se aproxime para lutar às espadinhas...epaaaaaaaaaaaa, sim senhor, há que haver entretenimento...mas não chamem burras às pessoas!! Eu se tiver que cagar e tiver papel higiénico perto de mim não vou esperar que alguém me traga papel de alumínio para limpar o cú!

As Cataratas!!! Depois de uma cena em que o carro/barco (onde seguia Indy, a futura esposa (Spolier?ohhh) o rebento, o espantalho-zombie e o amigo cagão) ser conduzido de um precipício para cima de uma árvore, que se vai "dobrando" (não encontro palavra melhor, foi mesmo o que aconteceu) até chegarem todos a um rio, somos informados que existem cataratas no percurso à frente. "Brutal (penso eu), vai já um destes empecilhos com o caralho que só o que está a fazer no filme é encher ecrã"...nada, 3 cataratas enormes e voltam todos à superfície, intactos, dentro do veículo, com o espantalho-zombie ainda com a caveira de cristal segura nas suas mãos (!!!!!) e o Indiana Jones COM A MERDA DO CHAPÉU POSTO!!! É que nem tentaram fazer aquilo mais convincente...a última das cataratas estava recheada de rochas no final...mais um atestado de burrice ao espectador.

Os Aliens!!!! Sim, aliens! Nem vou comentar os aliens, vejam o filme e depois tirem as vossas conclusões...

Resumidamente, coisas que se aprendem com este filme:
1 - Em caso de ataque nuclear, esconder num frigorífico
2 - Uma dose de magnetismo que é suficiente para arrastar candeeiros e outros objectos é anulada com um simples pano...
3 - Qualquer cobra grande pode ser usada como corda salva-vidas em situações de areias movediças
4 - Os macacos podem ser anti-comunistas revolucionários

Pontos altos: NADA! É que nem uma mama desnuda, nem um corpo feminino minimamente atraente o safa! Ponto alto só mesmo o fim.

Pontos baixos: tudo o acima analisado e mais que felizmente já recalquei...

Classificação: 2/10 (2 porquê? tinha pipocas e coca cola...)

Não gosto muito de ver filmes em que me estão descaradamente a chamar burro...e ao que parece muita gente gostou. Quando pergunto o que gostaram respondem "é bueee cómico"..enough said...