O excelso cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, elegeu como principal preocupação na homilia de Natal a visibilidade dos que não procuram ou não acreditam em Deus: "Nos últimos tempos, entre nós, falou-se muito de ateísmo; exprimiram-se ateus, pessoas e organizações, defendeu-se o direito de ser ateu e de exprimir a negação de Deus", lamentou, acrescentando que "não é o facto de alguém não acreditar em Deus que faz com que Ele não exista".
O que este excelso empacotador anal de meninos de catequese se esquece é que "não é o facto de alguém acreditar em deus que faz com que ele exista..."
Este excelso devorador da miséria alheia, aproveitador de pessoas fracas de espirito, lamentou ainda também que "um povo cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo", como o português, e em que a grande maioria das pessoas são baptizadas celebre o Natal de forma cultural e não religiosa, não reconhecendo "em Jesus o Deus que o visita". Parece esquecer-se novamente que no tempo passado, esse profundamente marcado pelo cristianismo, a escolha não era uma hipotese. Hoje em dia as pessoas optam pensar por si próprias, não seguindo cegamente uma religião que lhes é forçada. Sejamos justo, há gente que prefere deambular com a pala à frente dos olhos, mas isso cada um sabe de si e ele sabe de todos...

