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terça-feira, fevereiro 08, 2011

O que poderá ser mais paneleiro que ter um gato como animal de estimação?

Ter dois.
A noite ia já longa, avançando pela madrugada dentro como Renato Seabra pela zona testicular de Carlos Castro. José Manuel dirigia-se a seus aposentos para um merecido descanso depois de um longo turno no Hospital, onde doentes suavemente insanos decidiram jogar damas com excrementos frescos recolhidos de arrastadeiras várias, totalizando assim um pout-porri de merda com diferentes cheiros, consistências e cores.
O velhote da cama 345b, após reflectida introspecção, decidiu que a existência de fios ao seu redor não era, de todo, apropriada para uma vida hospitalar plena, pelo que puxou, arrancou e desligou tudo o que conseguiu até não restar nada mais que um cortinado preso agora por apenas 3 frágeis argolas. Entre os "fios" que arrancou e puxou, constavam uma linha central em veia profunda, uma algália de elevado calibre (grossa portanto. Daquelas que arranha só de olhar para ela e pensar que vai penetrar por um meato adentro. Completamente fora de contexto: uma vez que o hábito de ouvir conversas alheias está em mim enraizado, já por algumas vezes tive oportunidade de ouvir o termo "aRgália". Depois de arremessar um fósforo aceso para cima destas pessoas na eterna esperança que alguém as tenha regado previamente em gasolina, aumento o volume dos phones e imagino arco-íris e unicórnios para me distrair da dor), o que inevitavelmente fez com que esse mesmo senhor transformasse uma aparente cama de hospital normal numa piscina de hidromassagem do mais moderno. E com isto quero dizer que jazia afogado no seu próprio sangue. A parte da hidromassagem ficou a cargo dos impulsos nervosos que ainda lhe percorriam o corpo e faziam com que as suas pernas, ritmicamente perfeitas devo acrescentar, fossem tendo espasmos periódicos.
Isto e mais numa tarde, num turno das 16 às 0:30. Mas fujo do que me leva a escrever.
José acabara de estacionar o seu automóvel. O motor, obviamente ainda quente, contrastava com a noite que se fazia sentir, mais gélida a cada instante passado. A poucos metros de finalmente introduzir a chave na fechadura e poder deliciar-se com água quente com o mágico poder de retirar os males hospitalares entranhados no corpo, José repara numa pequena figura, não maior que uma garrafa de água (1,5L), recolhida sobre si mesma, num muro adjacente à casa do vizinho, por sua vez contígua à de José. Um gato. Um gato pequeno, assustado, visivelmente deslocado do seu habitat natural (gatinho de ter em casa, daqueles que o acto de visitar o quintal é uma aventura repleta de perigos e maravilhas). Para além de assustado, encontrava-se rodeado de arame farpado mais ferrugento que o abrir de pernas da Odete Santos. Arame farpado com origem militar, agora permanecido e rebaptizado como arame farpado universitário.
José, sendo a pessoa íntegra e de bons costumes que é, com uma educação exemplar, apesar de odiar a espécie felina, não poderia passar indiferente aos miados aflitos daquela sofredora criatura. Para além disso, José estava com a sua mais que tudo, e nunca é demais marcar pontos com as gajas.
Assim, escadote montado, luva de carregar lenha na mão (que o bicho podia saltar-me para cima todo assanhado e querer-me vazar a vista), iniciou-se então um processo gradual de aquisição de confiança, com muita festinha e conversa estúpida e pointless com o bicho em questão, sabendo de antemão que o mesmo não iria compreender (não sou uma solteirona de 45 anos).
Depois de afastar o arame farpado que ameaçava a integridade física do bicho, lá me deixou resgata-lo do muro, qual super-homem da bicharada, desci do escadote, vitorioso, enquanto o, vamos chamá-lo, Fifinho, cravava as suas unhas cada vez mais fundo na luva, que começava a revelar-se nada apropriada para o trabalho em questão.
Uma vez que o quintal de meus aposentos está separado do quintal do vizinho (a quem deduzi que pertenceria o animal, após minuciosa análise do terreno. Factos: O bicho estava imóvel num muro, sem nada para trás ou para a frente. Esse muro encontrava-se a uma distância de cerca de 4 metros da varanda anterior do vizinho. Esse vizinho é o mesmo que ouvi aí há uns tempos a praticar o bonito acto do coito, mas só entre homens, que me fez chorar durante 3 dias enquanto ouvir os melhores êxitos de Celine Dion. 2 + 2 ainda é 4 e como os panufas é que vão gostando de ter gatos como fieis companheiros, decidi devolver o bicho ao seu respectivo poiso) por um muro com cerca de 2,5 - 3 metros de altura, lá decidi que o bicho seria restituído a onde de direito.
Subi a uma armadilha de quedas presente no quintal, no dito muro (antigo canil, que homem que é homem, tem cães, e mais que um, que é mais macho) e qual o meu espanto quando constato que o quintal do vizinho é mais profundo que o meu. O que para mim são 2,5 - 3 metros, para o vizinho é o muro de berlim, sem as óbvias complicações. E, num raro acesso de capacidade cognitiva, pus-me a pensar "os gatos aterram sempre de patas, mas esta merda é alta e aquele gato em Caminha que aterrou todo junto de espinhaço depois de ter sido posto à prova e chumbado é mais que exemplo para a coisa não ser feita assim que ainda hoje lá está a marca." E lá me deitei em cima da armadilha, esticando ao máximo o braço para que o coitadinho do filha da puta do gato, que já me arrancava bocados de pele por esta altura, tivesse uma aterragem tranquila e não magoasse as almofadas nas patinhas. Do lado do meu quintal já só se encontravam as pernas. Abdómen, tronco e braços violavam a santidade da propriedade privada do vizinho. Lá consegui chegar a um meio termo e o gatinho aterrou, são e salvo.
Imediatamente após esta aterragem de sucesso, vindo do nada, com a maior das tranquilidades e estilo emanando na minha direcção um arrogante"sou da casa, quem és tu palhaço?" aparece-me um outro gato, todo branco, figura imponente, bem cuidado, soltando apenas um "miau" como que "bem vindo a casa fifinho".

O que poderá ser mais paneleiro que ter um gato como animal de estimação?
Ter dois.

quarta-feira, abril 14, 2010

Lobisomens e coisas que tais.


Aproveitando aquilo que se espera uma moda passageira, contrastando com os actuais super apaneleirados vampiros que brilham ao sol e "chupam" sangue só aos bichinhos para não magoar os humanos, surgem os horríveis e perigosos lobisomens. Ou, almejando a tecnicidade do assunto, licantropos, seres dotados da capacidade de "shape-shifting" (mudadores de forma soa um pouco rústico), após mordidos ou arranhados por um outro, alternando a forma humana com uma semelhante a um lobo gigante, espalhando o terror numa amalgama de sangue, tripas e desmembramentos.
Até aqui tudo bem.
Mas, e se estes sacos de pulgas gigantes se caracterizassem eles também pela rabichice?

A lua cheia brilha lá no alto, a sua luminosidade harmoniosa atravessa o fino vidro que separa Sebastião Roberto do mundo exterior, de súbito e sem nada que o fizesse esperar, a transformação tem o seu inicio. Ouve-se um grito de mulher apavorada...afinal de contas Sebastião Roberto não estava a contar com isto.
Por toda a extensão do corpo de Sebastião Roberto pêlo fino e sedoso (graças a Pantene Pro-V com uma fórmula especialmente concebida para restituir ao cabelo/pêlo o aspecto reluzente e acetinado que sempre desejou, devido aos seus agentes condicionadores que ajudam a controlar o cabelo encrespado) ocupa agora o lugar do que outrora era uma pele limpa e hidratada por cremes Cristian Lay com Aloe Vera e Figos de Madagáscar. O seu cabelo acompanha o crescimento e Sebastião Roberto apressa-se a colocar os rolos e marca imediatamente sessão com Moreno para um tratamento intensivo.
Ao observar a exponencial extensão das suas unhas, Sebastião Roberto apressa-se também a marcar consulta na esteticista do bairro para um tratamento endurecedor das mesmas, não vá ter que desmembrar alguém. Verniz, rosa-bebé com cheiro a Flores Silvestres.
Rasgar as roupas é demodé e é supér idade-média. Sebastião Roberto veste Lycra Spandex roxo por baixo dos seus trajes habituais, não vá o diabo tecê-las.
O nosso lobicha está pronto a atacar...

sábado, março 27, 2010

Soripmav!!!!!!!

Ultimamente tenho andado a pensar numa nova e inovadora série carregada de efeitos especiais e melodramas pessoais adequada e perfeita para as tardes da TVI.

Os personagens principais são chamados soripmav e a sua principal ocupação remete-se para andar de hospital em hospital a morder os ombros dos doentes com anemia. Mas, ao contrário dos tenebrosos e em voga vampiros, facultam o sangue em falta às suas "vítimas" (o seu grande poder é ser dadores universais).

Contrariando toda a rabichice de crepúsculos e outras paneleirices que tais, estes soripmav não se apaixonam por adolescentes ainda sem pintelhos na crica. São disformes, morbidamente obesos e repugnantes ao olhar. Com a luz do sol, em vez de parecerem uma mala cravejada de diamantes da Dior ou Dolce e Gabana saída do armário de um Vitor de Sousa ou duma Bel Dominique (criançada: google it), libertam diarreia por todos os poros e urinam descontroladamente.

Ao invés de conduzirem poderosos carros desportivos, fazem-se transportar numa Citroen 2 cavalos de 1982, com capota retráctil, para poderem sair a voar quando necessário.

Podem comer e beber à vontade (daí o desleixe na figura), sendo o seu prato predilecto sopa de beldroegas...beldoregas...baldroegas...caralho, aquela erva verde que se apanha no campo e se vende por ciganos ou emigrantes de leste nas bermas da estrada (oregãos também são a especialidade destas gentes...orégus?). Bebem vinho, mas só à refeição principal.

Vestem fatos de treino de poliéster. Para poderem mexer à vontade e estarem sempre prontos para ir a um centro comercial.

As suas músicas de eleição são êxitos da revista (estes soripmav são tugas de gema).

Aguardo contactos para guiões e direitos de autor...


quarta-feira, setembro 10, 2008

Rescaldo madrileño

Ora bem, depois de visitar a capital espanhola em Junho, na viagem por alguns sítios das Europas, achei que não era suficiente e vai daí dou por mim de volta a Madrid, desta vez com o objectivo de visitar o Parque da Warner.
Resumidamente:
Num Hostel em zona central, vejo-me a dividir quarto com 3 tugas do Porto (obviamente que tem de haver tugas num País estrangeiro a ficar no nosso quarto), um professor de matemática dos EUA que ali se encontrava temporariamente até arranjar um apartamento, um brasileiro viajante, dois namorados uruguaios...e aqui pausa...será que devo pensar o que se passava naquele quarto quando se apanhavam lá sozinhos? Será que me arrisco a disparar que respirei odores sexuais homossexuais, transpiração derivada de pila com rabo peludo? Não tenho nada contra a rabichice, mas essa merda não se pega assim??

Bem, continuando...um gajo quando vai a um parque de diversões gosta de mostrar às "gajas" que não tem receio daquelas montanhas russas todas cheias de loopings e que com jeitinho provocam um cocozinho na cueca antes da partida. É de homem, "relaxa, vou contigo e não custa nada", até é, vá lá, tranquilizante para as mais duvidosas do nivel de diversão associado à "viagem". O pior é quando o estômago decide pregar uma partida e me faz ficar às portas da morte na merda mais básica de todas...uma "atracção" chamada "casa assombrada" que consistia em, simplesmente, as pessoas sentarem-se em fila e depois ou andavam as pessoas à volta, ou a sala, ou os dois, cada um para seu lado. O nível de credibilidade e, mais importante, masculinidade cai por terra quando ouço a frase "queres uma águinha das pedras?"

Numa das noites, em plena exploração da noite madrilenha, damos por nós numa praça em que até os cães eram paneleiros, respirava-se um bocado homossexualidade ali, tanto que cheguei a olhar para os cães e dizer..."tão fofinhos"...depois dei 38 cabeçadas na parede e saí a correr como se o mundo estivesse para acabar, enquanto gritava "As cebolas nao fazem chorar se estiverem por baixo de um fio de água!!!"
Como se pode facilmente deduzir, foram umas mini-férias ligeiramente revestidas de paneleirice...confesso que não me agradou por aí além. O que safou foi o grupo ser composto por 2 rapazes e 5 raparigas, e na última noite arranjámos e pintámos as unhas umas às outras e foi super giro!!...oh la........

Para finalizar, a viagem de regresso. Sozinho para a terrinha porque se trabalhava cedo no dia seguinte (8:00). Como era já perto das 5:00 da manhã quando tudo decidiu recolher aos aposentos, e como eu não confio no eu-a-dormir, decidi ficar acordado. Ou seja, queria mesmo dormir as perto de 6 horas de autocarro..não consegui, obviamente, quem já viajou num banco individual sabe o que estou a dizer. Não há maneira para estar naquela merda, é o banco da frente nos joelhos, é o passageiro de trás que tosse e espirra como da pior doença infecto-contagiosa se tratasse, é a merda do ar condicionado que deixa de funcionar por períodos longos..enfim, uma panóplia de situações que impedem o revitalizar do corpo e da mente. Mas, mesmo com tudo isto, consegui adormecer! Já ia nas duas horas no mundo dos sonhos quando o filho de um porta aviões cheio de putas sidosas me acorda a dizer que é uma paragem de 10 minutos e toda a gente tem de sair do autocarro...foi a pior coisa que este imbecil do asfalto poderia ter feito. Para além de sonolento, fiquei mal-disposto (estômago outra vez a actuar em bom) e com vontade de lhe regar os filhos com gasolina e levar um petiz da cerci para brincar com uma caixa de fósforos...a viagem lá reiniciou e qual não é o meu espanto quando, depois de mais umas centenas de km, e apenas a 120km do destino, recebo nova informação de uma paragem de 40 minutos para almoçar...mas andamos a brincar com isto tudo ou que???40 min são os 120km!!! Fiquei mais angustiado que um pedófilo quando descobre que afinal "ele" já tem 8...
Lá fui almoçar, obviamente contrariado, e aqui se deu a morte do artista. O espanhol começa a desbocar os pratos (era um menu composto por dois pratos e sobremesa) que poderia escolher e eu zero...como não quis passar por parvo disse que trouxesse isso mesmo...ora bem, sou então presenteado com uma salada russa, tudo bem, comeu-se. Depois, para 2º prato, um bife panado cheio de um qualquer tipo de óleo, bastante mau. Conclusão: a restante viagem fez-se de olhos fechados, debaixo do ar condicionado, a respirar muitooo devagarinhoooo. Quando finalmente cheguei nem pedi a ninguém para me ir buscar para não ter de fazer outra viagem. Entro em casa e uma certeza começou-se a apoderar de mim como as moscas de uma bosta fresquinha, os senhores dedos queriam visitar a senhora boca para chamar o senhor vómito...
Portanto, paneleiros, viagem de regresso de merda e vómito derivado do óleo do panado de carne de um bicho por identificar...é isto que fica das mini-férias...bom, não?



PS: este meu pequeno espaço faz hoje 4 anos de existência.
Até parece mentira, ainda ontem era tão piqueno e agora tesá tão grande. Aos que têm acompanhado este espaço de diarreias mentais, arranjem qualquer coisa para fazer na vida, por favor.