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terça-feira, abril 22, 2008

Diary of the dead e Rec (ou quarantine?)

Ora bem, é melhor começar por explicar que os filmes de terror sempre foram aqueles que mais me provocavam a estimulação da glândula urinária (pensando bem, sempre que vou ao cinema e consumo 1 Litro de Coca-cola, que é obrigatório quando se tem estas aventuras cinematográficas, a glândula urinária entra em acção...mas ok, o género "terror" sempre foi o meu preferido), e aproveitando esta moda dos remakes (Texas chainsaw massacre, Halloween, Série "dead" de Romero, entre outros) e da compra de argumentos de filmes já feitos (com baixos orçamentos) pelos estúdios de Hollywood para produzirem mega-hits (The ring, Grudge, One missed call, the eye, etc, etc, muitos etc's!) venho falar de dois filmes que vi recentemente:

Em primeiro lugar, Diary of the Dead, do rei dos filmes de Zombies, o senhor George A. Romero
Podemos ter duas avaliações para este filme:
Se formos pela vertente cómica, este filme é muito bom, proporciona vários momentos de gargalhadas em alto tom.
Se formos pela vertente do terror em si, este filme peca, e muito.
É de George A. Romero, se não me engano, o primeiro filme de Zombies, Night of the living dead, no distante ano de 1968. Seguiram-se mais dois descendentes da série "dead", sendo eles Dawn of the dead e Day of the dead. Foi com a decisão, em 2004, de escrever um remake de Dawn of the Dead que Romero inovou. Em vez do típico Zombie, parado e que se arrasta sem sentido, bastando um "olé" à Ronaldinho para o desorientar e prosseguirmos caminho, Romero introduziu Zombies que correm como se estivessem nos 100 metros livres em Pequim e só param quando a nossa carne tenrinha se desfizer nas suas bocas. E isto tudo para quê? Para além de vertente histórica, serve para explicar o porquê de eu ter ficado um pouco desiludido com o filme Diary of the dead. Os zombies voltam a ser zombies outra vez, "à antiga", lentos, arrastando-se pelas ruas, sem sentido, acéfalos, por momentos pensei que não estava a ver o filme mas sim o canal da Assembleia da República.
Continuando, este "downgrade" dos zombies custou-me, estava preparado para outra coisa e desiludi-me. Já para não falar nos diálogos, frouxos, com pouco nexo. Em todos os filmes de zombies até à data é necessário ser mordido para ficar infectado. Neste ao que parece já estamos infectados, temos é de morrer primeiro que é certo que voltamos zombies (coisa que não é explicada ao longo do filme, é assim porque é assim e pouco barulho senão levas um tabefe. Existe lógica estar previamente infectado de um momento para o outro? Não há explicação de onde vem o "vírus", não há explicação de como é transmitido...obra do Senhor? Mais um milagre imaculado...).
Volto a reforçar que, da perspectiva da comédia, este filme tem muito para oferecer, muitos e bons momentos de galhofa, mesmo nas cenas de gore. Ponto alto com a entrada de "Samuel" =).
As cenas de gore, apesar de poucas, estão ao nível, boa utilização de CGI.
Fica o trailer:




Segunda parte deste post, acerca do filme espanhol REC (http://imdb.com/title/tt1038988/), vencedor da edição deste ano do Fantasporto. Um filme de terror que, apesar de não trazer nada particularmente novo ao género, consegue ser uma lufada de ar fresco, derivada a quantidade de diarreia terrorífica que se tem produzido nos últimos anos. E foi escrito e dirigido aqui ao lado, pelos nuestros hermanos (aqueles que recebem o dobro do que nós recebemos, comparativamente a qualquer profissão que tenhamos). Numa mistura entre Blair witch e 28 dias depois, o filme conta a história de uma equipa de Tv local que faz uma reportagem sobre uma corporação de Bombeiros e as suas rotinas à noite. Até serem chamados para um evento num prédio em que os vizinhos se queixam de barulho proveniente da casa de uma senhora idosa. E aqui começa o pesadelo. São atacados, o prédio onde estão é isolado pela polícia e pelo controlo de doenças (é explicado no filme) e vêem-se presos num prédio à medida que a taxa de pessoas infectadas aumenta (como já devem ter percebido, quem é atacado torna-se num bichinho também). SPOILER: O que é mesmo engraçado neste filme é que é tudo culpa de uma rapariguinha....Portuguesa! Uma tal de "menina Medeiros", à qual foram praticados vários exorcismos. Tambem esta história é explicada na parte final do filme. Ao que parece a menina Medeiros não estava possuida pelo Demo mas sim por este vírus. Resumidamente: a menina foi levada para aquele prédio por um padre, fechada no sotão e por lá ficou. O vírus transmitiu-se (e aqui não explicaram) para o cão de uma rapariga habitante no prédio que o levou ao veterinário (aqui explicado o porquê de isolarem o prédio muito rápido) e para a menina que, e esta parte pareceu forçada, quando a mãe é confrontada com a possibilidade de a menina estar infectada (ela que até ali tinha apenas uma gripe), se transforma imediatamente e ataca a mãe, fugindo em seguida...um bocado forçado mas ok...FIM DE SPOILER
Conclusão: Bom filme, boa interpretação, valentes sustos e história que, apesar de precisar de mais justificações, é bastante sólida e credível (se nestes casos pode haver histórias credíveis).
E agora, a cereja no topo do bolo, o fillet mignon de tudo isto. Sendo um filme com uma pontuação de 7.8/10 no IMDB, sempre vai chamando a atenção...de quem? De Hollywood, apenas um ano depois da Saída de REC para o mercado, chega Quarantine...isto quando os argumentistas também voltaram a "trabalhar"...mais valia terem mantido a greve.
Nem vou escrever nada sobre este "remake", vou só deixar os dois trailers e quem me visita pode tirar as suas próprias conclusões:
REC:


QUARANTINE:




PS: um dado engraçado no imdb acerca da descrição do filme:
"Plot Summary: Television reporter Angela Vidal (Jennifer Carpenter) and her cameraman (Steve Harris)..." a repórter tem o mesmo nome ESPANHOL apesar de se notar que é claramente Americana....pshhhhh, fica só aqui entre nós...