Mostrar mensagens com a etiqueta cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cinema. Mostrar todas as mensagens

sábado, julho 31, 2010

A revolução do cinema, na actualidade...


Nos primórdios, o Desenho e a Pintura eram o expoente máximo de representação dos aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, retratando momentos, situações, histórias numa imagem estática para um eventual público. Depois surgiu a fotografia.
O primeiro aparelho com capacidade para mostrar animações ou pequenos filmes ficou conhecido como zoopraxiscópio, patenteado em 1867 lá para as Américas. Em 1890, Thomas Edison inventa o filme perfurado e realiza pequenos filmes no seu estúdio, considerado o primeiro da história do cinema (Black Maria). Filmes esses não projectados em tela mas sim dentro de um aparelho, cinetoscópio, também inventado por Edison. As imagens são vislumbradas por um espectador de cada vez, peep-show style. Pelos lados dA França, os irmãos Lumiére viram o potencial económico e artístico desta invenção Americana e dedicaram o Inverno de 1984 a aperfeiçoar o monstro de tamanho colossal e limitado a um espectador de cada vez e criaram o cinematógrafo em 1895, um aparelho movido a manivela, utilizando negativos perfurados, tornando assim possível a projecção das imagens para um público mais vasto de cada vez. Este aparelho ficou patenteado como o primeiro 3-em-1 da história do cinema, possibilitando filmar, processar o filme e projectar o mesmo, sem estar confinado a um único local, devido às reduzidas dimensões e peso (cerca de 5Kg), quando comparado com o cinetoscópio de Edison.
A primeira projecção "à séria" do aparelho dos Lumiére aconteceu em Paris para um seleccionado número de convidados. A projecção, empregados da fábrica Lumiére em hora de saída da mesma. O primeiro pastelinho de vazio cinematográfico da história.
Mais sessões tiveram lugar e, derivado do nome do aparelho, as salas nas quais ocorriam as exibições ficaram conhecidas como cinemas.
O som aparece 3 décadas depois, no final dos anos 20, pelas mãos da Warner Brothers e o seu Vitaphone, marcando uma nova revolução. Até aí os filmes eram acompanhados por música ao vivo ou narração de diálogos. Muitos Actores e Actrizes consagrados do cinema mudo simplesmente "desapareceram" nesta nova fase. Muitos porque não se conseguiam adaptar a este novo tipo de representação, outros simplesmente porque o público não gostava das suas vozes reais. Chaplin terá sido um dos mais acérrimos resistentes ao cinema sonoro, afirmando que seria a destruição de uma arte. Aderiu em 1940 com o famoso "O Grande Ditador" e, aparentemente, não se arrependeu.
E, no ano de 1950, surge...o 3D. 1950, não é erro, 60 anos antes do boom actual, o 3D foi uma moda passageira nos cinemas. Durante 2 anos (52 a 54), os espectadores tiveram acesso ao, agora ultrapassado, 3D esteroscópico, que consiste na sobreposição de duas imagens distintas, cada uma com um filtro de cor diferente e de ângulos ligeiramente afastados. Os óculos fornecidos eram os famosos óculos de cartão com lentes vermelha e verde que muitos de vós certamente ainda guardam da saudosa colecção dos dinossauros. O abandono do 3D deveu-se sobretudo à necessidade de ter 2 cópias a ser projectadas simultaneamente e à obrigatoriedade da presença de dois projeccionistas rigorosamente sincronizados, caso contrário a visualização correcta do filme seria virtualmente impossível, causando, inclusive, intensas cefaleias aos espectadores.
O evoluir do cinema caseiro, através de Lcd's, Led's, sistemas sonoros cada vez mais xpto e, claro, pornografia romena, fez com que os gurus monetários de Hollywoodland re-inventassem o cinema 3D, esperando que o incauto espectador engula de boca aberta todos os pastelinhos de fezes liquidas contaminadas como obras primas da arte cinematográfica e assim pagar mais pelo bilhete com a desculpa que o 3D envolve mais gastos de elaboração. E assim aconteceu. "Filmes" como Jonas Brothers in concert, Hannah Montana, My Bloody Valentine, Step Up, Need for Speed já aí andam, e não é de admirar que uma futura mega-produção Portuguesa esteja na calha, afinal de contas, 3D e HD são sinónimo de qualidade e é isso que este Público gosta. Só de imaginar um filme como "Second Life" ou "Arte de Roubar" em radiante 3D passa-me logo a vontade de masturbar durante, pelo menos, 2 semanas e meia.
James Cameron foi o re-pioneiro responsável no que toca a reavivar estas andanças do 3D, levou-lhe 10 anos a desenvolver e aperfeiçoar a tecnologia correcta para filmar o seu Titanic dos anos 2000, Avatar. Com todo o sucesso atingido pelo filme ($$$$), os estúdios viram nesta maravilha a porta de saída para a crise instalada no seio (hihi) da indústria cinematográfica. Se até agora estávamos a ser bombardeados com dezenas de remakes merdosos, sem coerência estética e/ou argumentativa a partir deste momento seremos bombardeados com dezenas de remakes merdosos com essa mesma lacuna, mas em 3D. O mundo ficará um local melhor.

E chegamos agora ao ponto principal deste post, depois de uma pequena resenha histórica que me dediquei a pesquisar esta noite e decidi partilhar com todos os milhões que me seguem. O preço dos bilhetes 3D e a filha da putice da Lusomundo em cobrar ainda mais pelos mesmos a partir de agora.
Pois é, confrontado com os coloridos cartazes "traga os seus óculos 3D da próxima vez que nos visitar" imaginei, ignorante e inocentemente, que o preço final do bilhete teria um desconto, uma vez que traríamos os óculos usados numa sessão anterior, já que sempre me deram a desculpa que o preço inflacionado do bilhete 3D comparado com a sessão normal se devia ao fornecimento dos óculos "especiais" Real 3D ou lá o que é. Eis que, como se de um estaladão com um saco plástico cheio de urina e restos de sumo vaginal de puta de rua se tratasse, me informam que o preço inflacionado do bilhete se mantém MESMO que traga os óculos de casa e que, caso não se leve óculos do domicilio, o preço, além do acréscimo habitual, AUMENTA 50 cêntimos. Para além da vontade inata e imediata de colocar o escroto do "bilheteiro" dentro da máquina de pipocas, respirei fundo, contei até 142, pensei em unicórnios e arco-íris e perguntei qual era a razão para esta alteração inesperada de preços, convencendo-me que a culpa não seria deste adolescente de 17 anos que mal conseguia articular palavras de modo a formar uma frase minimamente coerente. A justificação é agora o elevado custo de produção dos filmes em 3D, cerca de 30% superior à dos habituais 2D.
Para além de não concordar e considerar esta jogada apenas mais um método papa-euros dos mesmos génios que introduziram os intervalos nas sessões para capitalizar mais um pouco à conta da venda dos contentores de pipocas e dos baldes de coca-cola (dos quais sou moderadamente dependente, guilty-pleasure), pesquiso um pouco mais acerca desta nova vaga de filmes "3D".
James Cameron levou 10 anos a aperfeiçoar a técnica, e subitamente aparecem dezenas de títulos em 3D.
A diferença é que a grande maioria, senão a totalidade, destes novos títulos, não são filmados com a mesma técnica e tecnologia que James Cameron utilizou. São sim filmados em 2d convencional e mais tarde tratados em computador por nerds do 3D e Cgi (ver aqui http://www.slideshare.net/clydd/2dto3dconvertedmovies). O resultado final é, em muito, pior ao apresentado pelo 3D "correcto", sendo que as diferentes perspectivas e noções de profundidade não são respeitadas. Apenas é 3D o que os senhores entenderem que o é...
Ou seja, vão chular as putas que vos pariram Lusomundo!
Para pagar a nerds dos computadores é arranjar umas meninas de Leste e cozinharem-lhes uns bifes que estão fartos de coca-cola e Big Mac's. Se atirarem lá para o meio um processador topo de gama fazem horas extraordinárias e cantam o hino nacional do Congo ao contrário.
Sempre a chular, sempre a roubar. É legal isto que fazem com a taxa extra de 50 cêntimos sobre um preço já inflacionado? Ninguém se queixa? Acham todos muito bem pagar quase 10€ por um bilhete com uns óculos balseiros?
Mais à merda do 3D...


Nota: o autor deste blog está-se bem a cagar para o acordo ortográfico e deseja aos percursores do mesmo uma morte lenta e dolorosa.

sábado, abril 17, 2010

Arte de roubar...tempo precioso a uma pessoa.

A ver pedaços do "arte de roubar" no tv cine...escorrem-me lágrimas pela face, derivado do degredo do cinema português e do seu esforço ridículo, irritante e infrutífero em se internacionalizar...Nicolau Breyner, Aldo lima, a Soraiazinha e outros que tais a zurrarem algo que se assemelha a um Americano do Sul do País com síndrome de Down, trabalhador numa feira ambulante e com 234 filhos em casa de 3 primas e 2 meias-irmãs.
Qual é a imagem que isto passa para o suposto mercado consumidor deste pedacinho de merda cinematográfica?
Façam comigo este exercício prático e totalmente lógico:
É-vos apresentado um filme inteiramente made nas terras do tio Sam, em que as matriculas dos carros são USA, o nome das ruas, os cartazes dos bares, os frigoríficos de cervejas, as cervejas, os placards das ruas, tudo, TUDO, made in USA, logo, em Americano. MAS, todas as personagens arranham um Português primitivo já só encontrado nas ex-colónias profundas. Ah, esqueço-me, tinham todos nomes tipicamente Americanos...
Voltando ao filme Arte de Roubar, numa clara e evidente cópia (mesmo que lhe chamem homenagem), o filme divide-se em capítulos e, lá está, apresentam-se todos em Português de Portugal, num filme todo ele falado em "Inglês".
É isto que é arte de roubar, uma tentativa merdosa e foleira de ser algo que nunca poderá ser, Qualidade.
Foda-se cinema Português, Foda-se Leonel Vieira, Foda-se produtores que financiaram este vómito fecalóide. Para a próxima entretenham-se a testar os limites do esfincter anal de cada um.
Obrigado.

quinta-feira, março 25, 2010

Zombies...

De há um tempo para cá algo tem vindo a incomodar-me mais que as habituais e incomodantes borbulhas que insistem em popular na região perineal, como se de um campo minado se tratasse.
Falo de pessoas que, sendo o assunto discutido férias, acabam por afirmar que "tempo demais de férias não é para mim, que depois fartava-me de estar sem nada para fazer" e aqui, após a vocalização do último verbo, incorre em mim uma urgência em espetar talheres de prata nos globos oculares destas ovelhinhas. Haverá pessoas mais formatadas para, exclusivamente, trabalhar? Que triste vida possuem estes animais para não conceberem a sua vida sem trabalho?
Mais, quando esta conversa surge em contexto de "se ganhasse o euromilhões". Nestes momentos apetece-me acorrentar as famílias destas acéfalas criaturas, regar-lhes as partes baixas com petróleo e colocar um idoso com Parkinson a "brincar" com uma caixa de fósforos, não fosse o tópico "euromilhões" idiota o suficiente...
Toleraria, amiúde, se argumentassem em caso de doença e consequente baixa. Por exemplo, uma Intervenção cirúrgica que implique a não realização de esforços físicos equivale a uma baixa de, vá lá, um mês. Sendo que na primeira semana as dores são mais intensas e ainda está "fresco"(dependendo da IC, claro), os restantes dias de baixa seriam considerados "férias". MAS, mesmo neste caso, apenas aceitaria o "fartava-me de não ter nada para fazer" se o ano fosse 1940 e, tal como agora, vivêssemos numa aldeia onde não se passa nada. A taxa de suicídios nessa altura era elevadíssima, porque, de facto, AS PESSOAS NÃO TINHAM NADA PARA FAZER! Ou trabalhavam no campo, ou no campo trabalhavam. A solução mais plausível em muitos casos era passar uma corda pela trave mestra da quinta e tentar planar, servindo-se do pescoço como auxiliar.
Não haviam computadores, não haviam torrents, não havia cinema, não haviam filmes por estrear que já se podiam "comprar" online, não havia Porno-grafia, e muitos etc´s.
Actualmente, não encontro sentido em alguém se fartar de não ter nada para fazer, acordem! Saiam da cápsula de apatia tão característica do povo Português nos últimos anos, ajam! O País está assim por demasiada incompetência acumulada. Explorem outras áreas, façam outras coisas, procurem, experimentem, Façam!
Pensar nestas coisas faz com que muita gente me evite nos dias que correm.

sábado, maio 31, 2008

Indiana Jones e o reino da caveira de cristal




Há uns dias, antes de ver um daqueles filmes que perpetua o estereótipo errado, que existe, algures, uma gaja belíssima, sensível, inteligente, sem namorado e com astronómicas probabilidades de se apaixonar por um gajo não no topo da sua forma física e que não seja nenhum Bradd Pitt ou um Giavenchynninni ou lá o que seja a nível de beleza, tive a oportunidade de ver novamente o trailer do novo Indiana Jones, o 4º da saga...e como já andava para escrever uma pequena opinião relativamente ao filme, aqui fica.
Primeiramente, não sou crítico de cinema. Esta é uma opinião pessoal, de alguém que gosta de cinema. Ponto final.
Confesso que não vejo os outros Indiana Jones faz tempo, lembro-me de haver cenas completamente impossíveis mas que um gajo via e até pensava "Foda-se, é o Indiana Jones! O homem pode tudo!" mas, há limites para tudo e o que se vê neste filme é um exagerar de tal maneira que o pensamento é alterado para algo do género: "Foda-se...esta merda é execrável...Ihhh, não acredito...quéstamerda??"
Compreendo perfeitamente que seja um filme de exageros, os 3 primeiros foram, a malta engoliu, calou e esperou pelo próximo filme. Mas a ponte entre este novo filme e os seus antecessores é que...não há ponte. Trata-se sim de puro gozo com quem vê o filme (vulgo espectadores, que pagam para assistir) por parte do Spielberg e do Lucas.
Presenteiam as pessoas com diarreia cinematográfica, disfarçada de bolo do mais puro e requintado chocolate suíço com cobertura de amoras colhidas à mão por raparigas virgens em idade fértil oriundas da Birmânia e posteriormente amadurecidas em barris de carvalho francês forrado a menta. Nem sei por onde começar...vou apenas comentar as cenas que me fizeram mais comichão generalizada e um ou outro espasmo anal...
O início, com os cães da pradaria ou o que era aquilo feitos a CGI (sim, porque usar bichos reais hoje em dia dá muito trabalho. Li pelas internets que usaram 7000 e tal cobras reais para um dos filmes anteriores da saga...mas pelos vistos dá muito trabalho treinar 4 bichos para este novo episódio...) ainda me fizeram pensar se não estaria num filme da Pixar ou merda que o valha.
Aprendemos com o filme que no caso de um atentado terrorista em que haja recurso a uma bomba nuclear, basta possuir um frigorífico! "Um frigorifico?" pergunta o ingénuo leitor...sim, desde que seja devidamente forrado a chumbo. Foi isto que Indy fez, a escassos segundos de detonar uma atomic, mete-se dentro de um frigorífico...a parte mais engraçada é quando, depois de voar pelos ares (sempre dentro do frigorífico) durante algumas dezenas/centenas de metros, e ao aterrar (despenhar-se), abre a porta como se não fosse nada com ele e sai de lá sem um arranhão...primeira cena que me fez pensar "Mauuu, cheira-me a esgoto..."

Os macacos! Novamente, todos feitinhos (e muito bem...upa, upa) a computador. Ao que parece naquela altura os macacos eram todos anti-comunistas ferrenhos. Tudo porque existe uma cena na qual o filho de Indy (Spolier?ohhhh) anda a baloiçar em Lianas (!!!!!!) muito ao género de Tarzan, e, durante aqueles longos e dolorosos (para mim, que quase soltei uma pinga de cocó tal não era o sofrimento abdominal que me causou) 3 minutos, consegue estabelecer uma relação de tal maneira profunda e significativa com os macacos que estes decidem atacar a carrinha dos "maus" e lá vão eles penhasco abaixo...

As lutas!! Sempre o ex-libris de qualquer filme de Indiana Jones, estiveram, neste capitulo, muito fraquinhas. Indy quase não se mexe e o chicote característico nem vê-lo. Está velho e cansado e é apenas natural que as lutas passem para a descendência, o piqueno "Mutt".
O que me faz confusão é que as cenas de luta são todas muito, muito más, mais a puxar para a comédia do que para a parte física propriamente dita. Chega-se ao ridículo de, numa cena em que existem dois veículos (1 bom e 1 mau) "Mutt" viajar num, em que, na sua extremidade possui uma metralhadora potente o suficiente para foder o outro mais rápido do que colocar uma algália a Indy (porque a próstata já lhe começa a pregar partidas) e mesmo assim esperar que o outro veículo se aproxime para lutar às espadinhas...epaaaaaaaaaaaa, sim senhor, há que haver entretenimento...mas não chamem burras às pessoas!! Eu se tiver que cagar e tiver papel higiénico perto de mim não vou esperar que alguém me traga papel de alumínio para limpar o cú!

As Cataratas!!! Depois de uma cena em que o carro/barco (onde seguia Indy, a futura esposa (Spolier?ohhh) o rebento, o espantalho-zombie e o amigo cagão) ser conduzido de um precipício para cima de uma árvore, que se vai "dobrando" (não encontro palavra melhor, foi mesmo o que aconteceu) até chegarem todos a um rio, somos informados que existem cataratas no percurso à frente. "Brutal (penso eu), vai já um destes empecilhos com o caralho que só o que está a fazer no filme é encher ecrã"...nada, 3 cataratas enormes e voltam todos à superfície, intactos, dentro do veículo, com o espantalho-zombie ainda com a caveira de cristal segura nas suas mãos (!!!!!) e o Indiana Jones COM A MERDA DO CHAPÉU POSTO!!! É que nem tentaram fazer aquilo mais convincente...a última das cataratas estava recheada de rochas no final...mais um atestado de burrice ao espectador.

Os Aliens!!!! Sim, aliens! Nem vou comentar os aliens, vejam o filme e depois tirem as vossas conclusões...

Resumidamente, coisas que se aprendem com este filme:
1 - Em caso de ataque nuclear, esconder num frigorífico
2 - Uma dose de magnetismo que é suficiente para arrastar candeeiros e outros objectos é anulada com um simples pano...
3 - Qualquer cobra grande pode ser usada como corda salva-vidas em situações de areias movediças
4 - Os macacos podem ser anti-comunistas revolucionários

Pontos altos: NADA! É que nem uma mama desnuda, nem um corpo feminino minimamente atraente o safa! Ponto alto só mesmo o fim.

Pontos baixos: tudo o acima analisado e mais que felizmente já recalquei...

Classificação: 2/10 (2 porquê? tinha pipocas e coca cola...)

Não gosto muito de ver filmes em que me estão descaradamente a chamar burro...e ao que parece muita gente gostou. Quando pergunto o que gostaram respondem "é bueee cómico"..enough said...

terça-feira, abril 22, 2008

Diary of the dead e Rec (ou quarantine?)

Ora bem, é melhor começar por explicar que os filmes de terror sempre foram aqueles que mais me provocavam a estimulação da glândula urinária (pensando bem, sempre que vou ao cinema e consumo 1 Litro de Coca-cola, que é obrigatório quando se tem estas aventuras cinematográficas, a glândula urinária entra em acção...mas ok, o género "terror" sempre foi o meu preferido), e aproveitando esta moda dos remakes (Texas chainsaw massacre, Halloween, Série "dead" de Romero, entre outros) e da compra de argumentos de filmes já feitos (com baixos orçamentos) pelos estúdios de Hollywood para produzirem mega-hits (The ring, Grudge, One missed call, the eye, etc, etc, muitos etc's!) venho falar de dois filmes que vi recentemente:

Em primeiro lugar, Diary of the Dead, do rei dos filmes de Zombies, o senhor George A. Romero
Podemos ter duas avaliações para este filme:
Se formos pela vertente cómica, este filme é muito bom, proporciona vários momentos de gargalhadas em alto tom.
Se formos pela vertente do terror em si, este filme peca, e muito.
É de George A. Romero, se não me engano, o primeiro filme de Zombies, Night of the living dead, no distante ano de 1968. Seguiram-se mais dois descendentes da série "dead", sendo eles Dawn of the dead e Day of the dead. Foi com a decisão, em 2004, de escrever um remake de Dawn of the Dead que Romero inovou. Em vez do típico Zombie, parado e que se arrasta sem sentido, bastando um "olé" à Ronaldinho para o desorientar e prosseguirmos caminho, Romero introduziu Zombies que correm como se estivessem nos 100 metros livres em Pequim e só param quando a nossa carne tenrinha se desfizer nas suas bocas. E isto tudo para quê? Para além de vertente histórica, serve para explicar o porquê de eu ter ficado um pouco desiludido com o filme Diary of the dead. Os zombies voltam a ser zombies outra vez, "à antiga", lentos, arrastando-se pelas ruas, sem sentido, acéfalos, por momentos pensei que não estava a ver o filme mas sim o canal da Assembleia da República.
Continuando, este "downgrade" dos zombies custou-me, estava preparado para outra coisa e desiludi-me. Já para não falar nos diálogos, frouxos, com pouco nexo. Em todos os filmes de zombies até à data é necessário ser mordido para ficar infectado. Neste ao que parece já estamos infectados, temos é de morrer primeiro que é certo que voltamos zombies (coisa que não é explicada ao longo do filme, é assim porque é assim e pouco barulho senão levas um tabefe. Existe lógica estar previamente infectado de um momento para o outro? Não há explicação de onde vem o "vírus", não há explicação de como é transmitido...obra do Senhor? Mais um milagre imaculado...).
Volto a reforçar que, da perspectiva da comédia, este filme tem muito para oferecer, muitos e bons momentos de galhofa, mesmo nas cenas de gore. Ponto alto com a entrada de "Samuel" =).
As cenas de gore, apesar de poucas, estão ao nível, boa utilização de CGI.
Fica o trailer:




Segunda parte deste post, acerca do filme espanhol REC (http://imdb.com/title/tt1038988/), vencedor da edição deste ano do Fantasporto. Um filme de terror que, apesar de não trazer nada particularmente novo ao género, consegue ser uma lufada de ar fresco, derivada a quantidade de diarreia terrorífica que se tem produzido nos últimos anos. E foi escrito e dirigido aqui ao lado, pelos nuestros hermanos (aqueles que recebem o dobro do que nós recebemos, comparativamente a qualquer profissão que tenhamos). Numa mistura entre Blair witch e 28 dias depois, o filme conta a história de uma equipa de Tv local que faz uma reportagem sobre uma corporação de Bombeiros e as suas rotinas à noite. Até serem chamados para um evento num prédio em que os vizinhos se queixam de barulho proveniente da casa de uma senhora idosa. E aqui começa o pesadelo. São atacados, o prédio onde estão é isolado pela polícia e pelo controlo de doenças (é explicado no filme) e vêem-se presos num prédio à medida que a taxa de pessoas infectadas aumenta (como já devem ter percebido, quem é atacado torna-se num bichinho também). SPOILER: O que é mesmo engraçado neste filme é que é tudo culpa de uma rapariguinha....Portuguesa! Uma tal de "menina Medeiros", à qual foram praticados vários exorcismos. Tambem esta história é explicada na parte final do filme. Ao que parece a menina Medeiros não estava possuida pelo Demo mas sim por este vírus. Resumidamente: a menina foi levada para aquele prédio por um padre, fechada no sotão e por lá ficou. O vírus transmitiu-se (e aqui não explicaram) para o cão de uma rapariga habitante no prédio que o levou ao veterinário (aqui explicado o porquê de isolarem o prédio muito rápido) e para a menina que, e esta parte pareceu forçada, quando a mãe é confrontada com a possibilidade de a menina estar infectada (ela que até ali tinha apenas uma gripe), se transforma imediatamente e ataca a mãe, fugindo em seguida...um bocado forçado mas ok...FIM DE SPOILER
Conclusão: Bom filme, boa interpretação, valentes sustos e história que, apesar de precisar de mais justificações, é bastante sólida e credível (se nestes casos pode haver histórias credíveis).
E agora, a cereja no topo do bolo, o fillet mignon de tudo isto. Sendo um filme com uma pontuação de 7.8/10 no IMDB, sempre vai chamando a atenção...de quem? De Hollywood, apenas um ano depois da Saída de REC para o mercado, chega Quarantine...isto quando os argumentistas também voltaram a "trabalhar"...mais valia terem mantido a greve.
Nem vou escrever nada sobre este "remake", vou só deixar os dois trailers e quem me visita pode tirar as suas próprias conclusões:
REC:


QUARANTINE:




PS: um dado engraçado no imdb acerca da descrição do filme:
"Plot Summary: Television reporter Angela Vidal (Jennifer Carpenter) and her cameraman (Steve Harris)..." a repórter tem o mesmo nome ESPANHOL apesar de se notar que é claramente Americana....pshhhhh, fica só aqui entre nós...