..que cada vez que ecoa no meu pavilhão auditivo, para além de me provocar uma forte diarreia mental, evoca o saudoso tema do totoloto dos idos anos 90 "2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, sábado....domingo...vai a malta apostar. 5 dias da semana, ao sábado é pra ganhar" (provavelmente haverá um erro neste jingle comercial, não me recordo bem), pelos multi galardoados e sobrevalorizados black eyed peas protagonizou uma bonita surpresa à celebridade ex-gorda-ex-magra mais famosa lá das américas e arredores. Foi em comemoração dos 20 anos de programa, com 800 bailarinos contratados, sendo que posteriormente a dança se estendeu às 20000 pessoas que viam o espectáculo. Os buraka americanos fazem coisas mais engraçadas que os black eyed peas portugueses...
A vida é estranha, e este é um blog sobre ela. Sobre tudo e sobre nada. Sobre nada e sobre tudo. Puta de vida.
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segunda-feira, setembro 14, 2009
sábado, dezembro 13, 2008
Diarreia milagrosa...
Este vai ser curto, para não chatear tanto como os últimos dois que, convenhamos, ultrapassavam a barreira do "a-ler-porque-não-é-muito-extenso". Tenciono apenas abordar dois temas.
Pergunto-me que tipo de vida tem uma mulher dos seus 60 e muitos anos que, ao esperar pela sua vez na fila dos correios, partilha e descreve ao mais ínfimo pormenor, em alto e bom som, os últimos momentos de vida do seu (ex) companheiro até embarcar na última viagem, de encontro ao criador.
Frases como "vi logo que era estranho porque tava com baba ao canto da boca e não falava", "ainda o tentei chamar porque pensava que tava a brincar mas comecei a achar aquilo muito estranho" culminando com "e depois pronto, foi o último suspiro que lhe ouvi".
Agora...e ligar o 112 em vez de estar a querer brincar ao jogo das descodificações? Não seria ligeiramente melhor?
E agora, o que me levou realmente a escrever. Esta parte do texto coaduna-se mais como um workshop para as femininas, e um alerta para os machos. A reter.
Todos, ou a maior parte dos homens, tem algum grau de familiaridade com a frase "Hoje não amor, dói-me a cabeça". Quantos não saíram já de casa, ainda com o capote peniano enfiado e a baloiçar enquanto o membro retorna ao estado flácido, a largas horas da madrugada, para se dirigirem a uma farmácia de serviço para adquirir a clássica aspirina? Para depois chegar a casa e ver que a situação se mantém e mesmo com aspirina não vai lá?
E quantos não sabem já que a história da dor de cabeça é facilmente forjada e pode ser utilizada em qualquer altura que pura e simplesmente apeteça mais ver a novela da sic ou os mini malucos do riso? O resultado de longos anos de utilização é agora sinónimo de descrença e futuros problemas conjugais por parte do elemento masculino do casal. Raro é o macho que ainda acredita na mítica frase da dor de cabeça. É dessa noção que parte este estudo.
Este estudo teve a participação de 15 homens, com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos de idade, actualmente com relações sexuais activas, uns mais que outros. Os resultados por mim obtidos apenas vieram confirmar a minha premissa inicial.
Aqui fica então a conclusão do estudo a que dediquei longas horas de análise e interpretação de dados:
"Hoje não amor, estou com diarreia"
Esta frase tem tudo para substituir a clássica dor de cabeça. Mantém a parte amorosa que transmite o estar lá como casal, para além de justificar incontornavelmente o porquê de não poder haver penetrações naquele instante.
Um macho considerado normal, assusta-se com diarreia, a simples ideia de uma mulher poder largar dejectos líquidos de esguicho assusta e associar essa ideia a uma relação sexual é o suficiente para desligar no cérebro masculino a parte destinada ao sexo e transforma-la em algo como "ok amor, vamos ver um filme, contar histórias um ao outro e rir até de madrugada com as situações engraçadas que já vivenciámos juntos".
No caso de se ocorrer a situação em que a frase "diarreia?? Cêm prúblema! escurrega melhor e tudu" o simples facto de privar este personagem de sexo por uma noite deverá ser o menor dos vossos problemas....
Aqui podemos ver o pioneiro, em Portugal, deste tipo de "justificação", aqui aplicado por um membro masculino ao mundo do Futebol. Grande Barroso
Pergunto-me que tipo de vida tem uma mulher dos seus 60 e muitos anos que, ao esperar pela sua vez na fila dos correios, partilha e descreve ao mais ínfimo pormenor, em alto e bom som, os últimos momentos de vida do seu (ex) companheiro até embarcar na última viagem, de encontro ao criador.
Frases como "vi logo que era estranho porque tava com baba ao canto da boca e não falava", "ainda o tentei chamar porque pensava que tava a brincar mas comecei a achar aquilo muito estranho" culminando com "e depois pronto, foi o último suspiro que lhe ouvi".
Agora...e ligar o 112 em vez de estar a querer brincar ao jogo das descodificações? Não seria ligeiramente melhor?
E agora, o que me levou realmente a escrever. Esta parte do texto coaduna-se mais como um workshop para as femininas, e um alerta para os machos. A reter.
Todos, ou a maior parte dos homens, tem algum grau de familiaridade com a frase "Hoje não amor, dói-me a cabeça". Quantos não saíram já de casa, ainda com o capote peniano enfiado e a baloiçar enquanto o membro retorna ao estado flácido, a largas horas da madrugada, para se dirigirem a uma farmácia de serviço para adquirir a clássica aspirina? Para depois chegar a casa e ver que a situação se mantém e mesmo com aspirina não vai lá?
E quantos não sabem já que a história da dor de cabeça é facilmente forjada e pode ser utilizada em qualquer altura que pura e simplesmente apeteça mais ver a novela da sic ou os mini malucos do riso? O resultado de longos anos de utilização é agora sinónimo de descrença e futuros problemas conjugais por parte do elemento masculino do casal. Raro é o macho que ainda acredita na mítica frase da dor de cabeça. É dessa noção que parte este estudo.
Este estudo teve a participação de 15 homens, com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos de idade, actualmente com relações sexuais activas, uns mais que outros. Os resultados por mim obtidos apenas vieram confirmar a minha premissa inicial.
Aqui fica então a conclusão do estudo a que dediquei longas horas de análise e interpretação de dados:
"Hoje não amor, estou com diarreia"
Esta frase tem tudo para substituir a clássica dor de cabeça. Mantém a parte amorosa que transmite o estar lá como casal, para além de justificar incontornavelmente o porquê de não poder haver penetrações naquele instante.
Um macho considerado normal, assusta-se com diarreia, a simples ideia de uma mulher poder largar dejectos líquidos de esguicho assusta e associar essa ideia a uma relação sexual é o suficiente para desligar no cérebro masculino a parte destinada ao sexo e transforma-la em algo como "ok amor, vamos ver um filme, contar histórias um ao outro e rir até de madrugada com as situações engraçadas que já vivenciámos juntos".
No caso de se ocorrer a situação em que a frase "diarreia?? Cêm prúblema! escurrega melhor e tudu" o simples facto de privar este personagem de sexo por uma noite deverá ser o menor dos vossos problemas....
Aqui podemos ver o pioneiro, em Portugal, deste tipo de "justificação", aqui aplicado por um membro masculino ao mundo do Futebol. Grande Barroso
sábado, maio 31, 2008
Indiana Jones e o reino da caveira de cristal
Há uns dias, antes de ver um daqueles filmes que perpetua o estereótipo errado, que existe, algures, uma gaja belíssima, sensível, inteligente, sem namorado e com astronómicas probabilidades de se apaixonar por um gajo não no topo da sua forma física e que não seja nenhum Bradd Pitt ou um Giavenchynninni ou lá o que seja a nível de beleza, tive a oportunidade de ver novamente o trailer do novo Indiana Jones, o 4º da saga...e como já andava para escrever uma pequena opinião relativamente ao filme, aqui fica.
Primeiramente, não sou crítico de cinema. Esta é uma opinião pessoal, de alguém que gosta de cinema. Ponto final.
Confesso que não vejo os outros Indiana Jones faz tempo, lembro-me de haver cenas completamente impossíveis mas que um gajo via e até pensava "Foda-se, é o Indiana Jones! O homem pode tudo!" mas, há limites para tudo e o que se vê neste filme é um exagerar de tal maneira que o pensamento é alterado para algo do género: "Foda-se...esta merda é execrável...Ihhh, não acredito...quéstamerda??"
Compreendo perfeitamente que seja um filme de exageros, os 3 primeiros foram, a malta engoliu, calou e esperou pelo próximo filme. Mas a ponte entre este novo filme e os seus antecessores é que...não há ponte. Trata-se sim de puro gozo com quem vê o filme (vulgo espectadores, que pagam para assistir) por parte do Spielberg e do Lucas.
Presenteiam as pessoas com diarreia cinematográfica, disfarçada de bolo do mais puro e requintado chocolate suíço com cobertura de amoras colhidas à mão por raparigas virgens em idade fértil oriundas da Birmânia e posteriormente amadurecidas em barris de carvalho francês forrado a menta. Nem sei por onde começar...vou apenas comentar as cenas que me fizeram mais comichão generalizada e um ou outro espasmo anal...
O início, com os cães da pradaria ou o que era aquilo feitos a CGI (sim, porque usar bichos reais hoje em dia dá muito trabalho. Li pelas internets que usaram 7000 e tal cobras reais para um dos filmes anteriores da saga...mas pelos vistos dá muito trabalho treinar 4 bichos para este novo episódio...) ainda me fizeram pensar se não estaria num filme da Pixar ou merda que o valha.
Aprendemos com o filme que no caso de um atentado terrorista em que haja recurso a uma bomba nuclear, basta possuir um frigorífico! "Um frigorifico?" pergunta o ingénuo leitor...sim, desde que seja devidamente forrado a chumbo. Foi isto que Indy fez, a escassos segundos de detonar uma atomic, mete-se dentro de um frigorífico...a parte mais engraçada é quando, depois de voar pelos ares (sempre dentro do frigorífico) durante algumas dezenas/centenas de metros, e ao aterrar (despenhar-se), abre a porta como se não fosse nada com ele e sai de lá sem um arranhão...primeira cena que me fez pensar "Mauuu, cheira-me a esgoto..."
Os macacos! Novamente, todos feitinhos (e muito bem...upa, upa) a computador. Ao que parece naquela altura os macacos eram todos anti-comunistas ferrenhos. Tudo porque existe uma cena na qual o filho de Indy (Spolier?ohhhh) anda a baloiçar em Lianas (!!!!!!) muito ao género de Tarzan, e, durante aqueles longos e dolorosos (para mim, que quase soltei uma pinga de cocó tal não era o sofrimento abdominal que me causou) 3 minutos, consegue estabelecer uma relação de tal maneira profunda e significativa com os macacos que estes decidem atacar a carrinha dos "maus" e lá vão eles penhasco abaixo...
As lutas!! Sempre o ex-libris de qualquer filme de Indiana Jones, estiveram, neste capitulo, muito fraquinhas. Indy quase não se mexe e o chicote característico nem vê-lo. Está velho e cansado e é apenas natural que as lutas passem para a descendência, o piqueno "Mutt".
O que me faz confusão é que as cenas de luta são todas muito, muito más, mais a puxar para a comédia do que para a parte física propriamente dita. Chega-se ao ridículo de, numa cena em que existem dois veículos (1 bom e 1 mau) "Mutt" viajar num, em que, na sua extremidade possui uma metralhadora potente o suficiente para foder o outro mais rápido do que colocar uma algália a Indy (porque a próstata já lhe começa a pregar partidas) e mesmo assim esperar que o outro veículo se aproxime para lutar às espadinhas...epaaaaaaaaaaaa, sim senhor, há que haver entretenimento...mas não chamem burras às pessoas!! Eu se tiver que cagar e tiver papel higiénico perto de mim não vou esperar que alguém me traga papel de alumínio para limpar o cú!
As Cataratas!!! Depois de uma cena em que o carro/barco (onde seguia Indy, a futura esposa (Spolier?ohhh) o rebento, o espantalho-zombie e o amigo cagão) ser conduzido de um precipício para cima de uma árvore, que se vai "dobrando" (não encontro palavra melhor, foi mesmo o que aconteceu) até chegarem todos a um rio, somos informados que existem cataratas no percurso à frente. "Brutal (penso eu), vai já um destes empecilhos com o caralho que só o que está a fazer no filme é encher ecrã"...nada, 3 cataratas enormes e voltam todos à superfície, intactos, dentro do veículo, com o espantalho-zombie ainda com a caveira de cristal segura nas suas mãos (!!!!!) e o Indiana Jones COM A MERDA DO CHAPÉU POSTO!!! É que nem tentaram fazer aquilo mais convincente...a última das cataratas estava recheada de rochas no final...mais um atestado de burrice ao espectador.
Os Aliens!!!! Sim, aliens! Nem vou comentar os aliens, vejam o filme e depois tirem as vossas conclusões...
Resumidamente, coisas que se aprendem com este filme:
1 - Em caso de ataque nuclear, esconder num frigorífico
2 - Uma dose de magnetismo que é suficiente para arrastar candeeiros e outros objectos é anulada com um simples pano...
3 - Qualquer cobra grande pode ser usada como corda salva-vidas em situações de areias movediças
4 - Os macacos podem ser anti-comunistas revolucionários
Pontos altos: NADA! É que nem uma mama desnuda, nem um corpo feminino minimamente atraente o safa! Ponto alto só mesmo o fim.
Pontos baixos: tudo o acima analisado e mais que felizmente já recalquei...
Classificação: 2/10 (2 porquê? tinha pipocas e coca cola...)
Não gosto muito de ver filmes em que me estão descaradamente a chamar burro...e ao que parece muita gente gostou. Quando pergunto o que gostaram respondem "é bueee cómico"..enough said...
segunda-feira, abril 28, 2008
Cor de pele?
Em puro estado de nostalgia recordei os desenhos que perdia horas a fazer enquanto puto com a mania de ser rebelde. Lápis, afia e um papel branco, ou de linhas, conforme a disponibilidade (não tinha computador, logo não havia resmas de papel para a impressora, mimados de agora....).
E, dentro destas aventuras gráficas, havia sempre alguma coisa que saía não tão bem como se esperaria...a cor da pele dos bonecos. Tentava-se o vermelho, o cor de rosa, o laranja, mas não era bem o que se pretendia.
Até à chegada triunfal do lápis cor de pele. Não bastando o nome, todo ele bastante convencido (tínhamos o vermelho, o verde, o roxo, o amarelo. Do nada chega este cor de pele. Cor de pele? mas isso é lá cor? Os mais conservadores chegaram a temer a chegada do cor de diarreia, cor de período, cor de vómito e por aí fora), chegou a possibilidade das nossas personagens não parecessem mutantes contaminados com uma bactéria até agora desconhecida e com elevadas probabilidades de serem abatidas e estudadas pelo governo durante longos e angustiantes anos e sim possuírem uma tez mais socialmente aceitável...
Agora que penso melhor nisso...a minha vida profissional seria bem diferente se em vez do cor de pele tivessem introduzido o cor de período...
E, dentro destas aventuras gráficas, havia sempre alguma coisa que saía não tão bem como se esperaria...a cor da pele dos bonecos. Tentava-se o vermelho, o cor de rosa, o laranja, mas não era bem o que se pretendia.
Até à chegada triunfal do lápis cor de pele. Não bastando o nome, todo ele bastante convencido (tínhamos o vermelho, o verde, o roxo, o amarelo. Do nada chega este cor de pele. Cor de pele? mas isso é lá cor? Os mais conservadores chegaram a temer a chegada do cor de diarreia, cor de período, cor de vómito e por aí fora), chegou a possibilidade das nossas personagens não parecessem mutantes contaminados com uma bactéria até agora desconhecida e com elevadas probabilidades de serem abatidas e estudadas pelo governo durante longos e angustiantes anos e sim possuírem uma tez mais socialmente aceitável...
Agora que penso melhor nisso...a minha vida profissional seria bem diferente se em vez do cor de pele tivessem introduzido o cor de período...
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